O futebolista argentino Rodrigo de Paul tornou-se um dos principais heróis da seleção argentina nos últimos anos, tornando-se um verdadeiro “motor” do meio-campo e um elo indispensável da equipe. Sua transformação de jogador menos conhecido a nível de clube em líder da seleção argentina é um excelente exemplo de como o esforço individual e o propósito coletivo podem transformar um jogador de futebol em um dos jogadores mais importantes no cenário mundial. Neste artigo, veremos como De Paul se tornou um membro-chave da seleção argentina, seu papel na Copa América e na Copa do Mundo e sua influência no desempenho de toda a equipe.
Rodrigo de Paul não foi um jogador de futebol conhecido e celebrado desde o início. Sua trajetória até o topo do futebol argentino começou na academia do Racing Club, onde se mostrou um jogador de excelente técnica e paixão pelo jogo. Porém, na Europa seu caminho foi espinhoso: no Valencia espanhol, de Paul não conseguiu se abrir totalmente e partiu para a Itália para se testar na Udinese. Foi lá que sua carreira decolou. Na Udinese, de Paul revelou-se um médio versátil, capaz de desempenhar simultaneamente funções ofensivas e defensivas. Tornou-se um verdadeiro líder da equipe, e seu preparo físico, técnica e capacidade de ver o campo chamaram a atenção do técnico argentino Lionel Scaloni, que decidiu dar uma chance ao jogador na seleção nacional. Naquela época, a Argentina precisava de um jogador universal no centro de campo, que pudesse não só trabalhar na defesa, mas também transformar rapidamente o jogo em ataque.
A partir desse momento, De Paul começou a construir seu papel de motor do meio-campo argentino. Tornou-se um elo indispensável entre defesa e ataque, agregando energia, força e muito trabalho ao time. Fisicamente, ele estava sempre pronto para dar tudo de si para apoiar os companheiros e cobrir áreas. No entanto, foi a sua visão táctica e sentido de responsabilidade que o tornaram num jogador-chave da equipa. Na Copa América 2021, Rodrigo de Paul se tornou um dos líderes da equipe. Sob sua liderança e com o apoio constante de Lionel Messi, a Argentina conseguiu não só recuperar a confiança, mas também erguer o tão aguardado troféu que a seleção nacional esperava há 28 anos. De Paul provou ser não apenas um jogador coadjuvante, mas também uma figura importante de quem dependiam as principais transições da defesa para o ataque. Sua contribuição foi particularmente notável na final da Copa América contra o Brasil. De Paul não só atuou como “transmissor” de Messi e dos atacantes, mas também se tornou o autor da assistência de Angel Di Maria, que trouxe o gol da vitória para a Argentina. Sua energia, força e vontade de trabalhar pela equipe permitiram à Argentina controlar a parte central do campo, neutralizando as ameaças dos atacantes brasileiros. Foi de Paul quem tomou a iniciativa, tornando-se assim um elemento adicional de apoio a Messi, que há muitos anos esperava por tal parceiro na selecção nacional.

Na Copa do Mundo de 2022, o papel de Rodrigo de Paul tornou-se ainda mais significativo. Ele se consolidou na escalação principal e se tornou a “ponte” entre as linhas defensiva e de ataque da equipe, o que permitiu à Argentina passar da defesa ao ataque de forma rápida e eficaz, além de pressionar com eficácia o adversário. De Paul foi um verdadeiro diretor de jogo no meio-campo e sua tenacidade e motivação se tornaram uma inspiração para toda a equipe. Uma das características mais importantes do jogo de De Paul é a sua capacidade de pressionar alto. Graças a isso, a Argentina conseguiu manter constantemente o adversário sob pressão e dificultar o controle da bola. Rodrigo distinguiu-se não só pelo volume de trabalho realizado, mas também pela qualidade. Sabia escolher os momentos certos para pressionar, ganhava a bola com eficácia e criava chances para os companheiros.
Outro aspecto importante do jogo de De Paul foi a sua capacidade de apoiar Lionel Messi, não apenas em termos de jogo, mas também moralmente. Em muitas partidas ele não foi apenas um auxiliar, mas também uma espécie de zagueiro de Messi. Rodrigo fez o trabalho sujo, dando liberdade e oportunidades para Lionel se expressar no ataque. Graças a isso, o capitão argentino conseguiu se concentrar em criar e finalizar chances, sabendo que tinha atrás dele um parceiro confiável e disposto. Um excelente exemplo da contribuição de De Paul foi a partida das oitavas de final contra a Austrália, onde a Argentina enfrentou oposição inesperada. Rodrigo voltou a mostrar determinação e energia, mantendo o ritmo de jogo elevado e ajudando o time a não perder o controle da bola. Na semifinal contra a Croácia, sua contribuição para o jogo foi novamente crítica – de Paul e seus colegas do meio-campo impediram os croatas de impor seu estilo, permitindo à Argentina controlar o jogo e conquistar uma vitória confortável.
De Paul também mostrou seu valor no ataque, muitas vezes se envolvendo na criação de chances perigosas. Sua habilidade de fazer passes rápidos e precisos ajudou o time a movimentar a bola com eficácia e encontrar espaços abertos. Com esta função de ligação, apoiou os ataques, criando oportunidades para jogadores da frente como Julián Álvarez e Angel Di Maria. A partida final contra a França foi mais uma prova da importância de De Paul para a seleção argentina. Apesar da pressão exercida pelos franceses, Rodrigo não perdeu a concentração e continuou a ter um desempenho de alto nível, tanto na defesa como no ataque. Nesta partida, ele foi uma das figuras-chave, segurando o meio-campo francês e apoiando ativamente o ataque da equipe.